sábado, 22 de maio de 2010
Questões - OMCV - Resoluções
1º) Um hotel da orla cobra R$ 60,00 a diária por quarto duplo e R$ 52,00 a diária por quarto simples. No dia 5 de fevereiro o hotel arrecadou R$ 9.480,00 de diárias. O gerente afirmou que se a diária do quarto duplo tivesse sido aumentada para R$ 64,00 e a do quarto simples reduzida para R$ 49,00 o hotel teria arrecadado R$ 9.530,00 naquele dia. Quantos quartos simples estavam ocupados naquele dia?
a) 89
b) 90
c) 91
d) 92
e) 93
Duplo = D
Simples = S
60D + 52S = 9480 ==> DIVIDE-SE POR 4
15D + 13S = 2370 [I]
64D + 46S = 9530 [II]
Equação [I]
S = 2370 - 15D / 13
Equação [II]
64D + 49 (2370 - 15D/13) = 9530
64D + 116130 - 735/13 = 9530 ==> mmc = 13
8320 + 116130 - 735D = 123890
97D = 7760
D = 7760/97
D = 80
Substituindo em [I]
S = 2370 - 15.80/13
S = 2370 - 1200/13
S = 1170/13
S = 90
2) O IDH procura refletir...[...]. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na década de 90 do século XX, o trabalho feminino correspondeu a 2/3 do total de horas trabalhadas no planeta enquanto o trabalho masculino apenas 1/3. Com base nesses dados é valido afirmar que, em termos de horas trabalhadas, as mulheres trabalharam em relação aos homens:
a) A terça parte b)Menos da metade c)A metade D)O dobro E)O triplo
Resolução:
Mulheres = Total de Horas trabalhadas * 2/3 = 2Thoras/3
Homens = Total de Horas trabalhadas * 1/3 = Thoras/3
Relação mulher/homem
M / H
2Thoras/3/Thoras/3 == 2 Thoras == O Dobro
3) Os poluentes A, B e C foram detectados numa amostra de ar de uma grande
cidade. Observou-se que o total dos três poluentes na amostra correspondia a
15 mm3 por litro. Na amostra, a quantidade de A era o dobro da de B e a de C
era 75% da de B. Quantos mm3 de C continha cada litro da amostra?
a) 2
b)3
c)4
d)5
e)6
Resolução:
A + B + C = 15mm³/l [I]
A = 2B ==> B = A/2 [II]
C = 0,75B ==> C = 0,75A/2 [III]
Voltando a I:
A + A/2 + C = 15
3A/2 + C = 15
C = 15 - 3A/2
C = 30 - 3A/2
0,75A/2 = 30 - 3A/2 ==> :2
0,75A = 30 - 3A
3,75A = 30
A = 8 mm³/l
Voltando a III:
C = 0,75*8/2
C = 0,75.4
C = 3 mm³/l
4º) Sem informações suficientes (Vai ser anulada)
Em todo caso a maioria respondeu: a)1
5º) Uma pessoa encontra-se no aeroporto (ponto A) e pretende ir para sua casa (ponto C), distante 20 km do aeroporto, utilizando um táxi cujo valor da corrida, em reais, é calculado pela expressão V(x) = 12 + 1,5 x, em que x é o número de quilômetros percorridos.
Se B = 90º, C = 30º e o taxi fizer percurso AB + BC, conforme indicado na figura, essa pessoa deverá pagar pela corrida:
A) R$ 40,50
B) R$ 48,00
C) R$ 52,50
D) R$ 56,00
E) R$ 58,00
Resolução:
Sen30º = AB / 20km
0,5*20 = AB
AB = 10km
Cos30º = BC / 20
Raiz3 / 2 = BC / 20
Raiz3.10 = BC
BC = 1,7*10 = 17km
Total = 10 + 17 = 27km
Jogando na fórmula:
Y = 12 + 1,5*27
Y = 12 + 40,5
Y = 52,5
6º) Os gráficos 1 e 2 a seguir mostram, em milhões de reais, o total do valor das vendas que uma empresa realizou em cada mês, nos anos de 2004 e 2005.Como mostra o grafico 1, durante o ano de 2004, houve, em cada mês, crescimento das vendas em relação ao mês anterior. A diretoria dessa empresa, porem, considerou muito lento o ritmo de crescimento naquele ano. Por isso, estabeleceu como meta mensal para o ano de 2005 o crescimento das vendas em ritmo mais acelerado que o de 2004. Pela analise do gráfico 2, conclui-se que a meta para 2005 foi atingida em:
(A) janeiro, fevereiro e outubro.
(B) fevereiro, marco e junho.
(C) marco, maio e agosto.
(D) abril, agosto e novembro.
(E) julho, setembro e dezembro.
Justificativa:
Questão com gráfico que poderia ser utilizado para matemática, por exemplo. Mas não cobra um conteúdo matemático junto com o geográfico, apenas usa o mesmo contexto. Questão simples, com base numa análise matemática do gráfico. Apenas tenha cuidado ao analisar o gráfico, pois o mês de Janeiro não aparece claramente marcado. No gráfico, a linha entre janeiro e fevereiro, corresponde ao mês de Fevereiro, a entre Fevereiro e Março, corresponde ao mês de Março e assim sucessivamente.
7º) Certa região do país, cuja área é de 300.000 km quadrado,possui 80% de terras cultiváveis,25% das quais são improdutivas. Essas terras improdutivas deverão ser usadas no assentamento de famílias de agricultores sem terra.Supondo q cada família receba 30 hectares (1ha = 10.000 m quadrado) e q o custo do assentamento de cada uma delas seja de R§ 30.000,00, o custo total do assentamento naquela região, em bilhões de reais, será de :
a) 2,4
b) 0,8
c) 6,0
d) 4,8
e) 5,8
Total da área = 300.000 km²
80% =0,8*300.000=240.000 km² cultiváveis
Destas 25% são improdutivas=
0,25 * 240.000 = 60.000 km²
--------------------------------------…
Cada família receberá 30 hectares
1ha=10.000 m² = 10.000 * [10^(-3)]² km²
1ha=10.000 * 10^(-6) km²
1ha= 10^(-2) km²
30 hectares=30 * 10^(-2) km²
30 hectares=0,3 km²
--------------------------------------…
Então teremos:
60.000 /0,3 = 200.000 famílias
--------------------------------------…
Custo total:
200.000 * 30.000,00=6.000.000.000,00
8º) O gráfico a seguir ilustra o peso p, em gramas, de uma carta, incluindo o peso do envelope, em termos do número x de folhas utilizadas. O gráfico é parte de uma reta e passa pelo ponto com abscissa 0 e ordenada 10,2 e pelo ponto com abscissa 4 e ordenada 29,4. Qual o peso de uma folha?
A) 4,2g
B) 4,4g
C) 4,6g
D) 4,8g
E) 5,0g
Resolução:
F(x)=ax+b
F(0)=a.0+b=10,2 ==> b=10,2
F(4)=a.4+10,2=29,4 ==> a=4,8
F(x)=4,8x+10,2
O peso de uma folha corresponde ao valor de
a=4,8.
9º) Você tem dois pedaços de arame de mesmo comprimento e pequena espessura. Um deles vocêusa para formar o círculo da figura I, e o outro você corta em 3 partes iguais para formar os três círculos da figura II.
Se S é a área do círculo maior e s é a área de um dos círculos menores, a relação entre S e s é dada por:
a) S = 3s.
b) S = 4s.
c) S = 6s.
d) S = 8s.
e) S = 9s.
A = PÍ*R²
Afig2 = PÍ*R²/3
Igualando as duas equações temos:
PÍ*R² = PÍm*Rm²/3
3 (PÍ*R²) = PÍm*Rm² OBS: PÍ*R² = Área
3PÍ*3R² = ÁREAmenor
9PÍ*R² = ÁREAmenor
ÁREA = 9.ÁREAmenor ou S = 9s
10º) Maria e Joana foram a uma loja comprar um presente. Juntas, elas tinham, 43 reais e 60 centavos e, depois de comprado o presente, restaram 16 reais e 10 centavos. Se Maria gastou 3/5 do seu dinheiro e Joana gastou 2/3 do seu, quanto restou a Maria, depois da compra do presente?
A) R$ 9,00
B) R$ 9,10
C) R$ 9,20
D) R$ 9,30
E) R$ 9,40
Resolução:
Considerando Maria como X e Joana como Y:
x+y = 43,6
e
3x/5 + 2y/3 = 43,6-16,1 ==> mmc = 15
9x + 10y = 15*27,50
9x + 10y = 412,5
Organizando o sistema - Método da adição
x + y = 43,6 x10
9x + 10 = 412,5 x1
(I) 10x + 10y = 436
(II) 9x + 10y = 412,5
Fazendo I - II
x = 436 - 412,5
x = 23,5
A quantidade que restou a Maria fica sendo
(2/5)*x
Maria = 2*23,5/5
Maria = 9,4
domingo, 16 de maio de 2010
Revolução Americana - A independência norte-americana
Parte da grande revolução que mudou os destinos da civilização ocidental no final do século XVIII, a guerra da independência dos Estados Unidos (revolução americana) abriu uma nova era na história da humanidade. E o país surgido desse movimento libertário tornou-se modelo e inspiração para as colônias ibero-americanas em seu desejo de emancipação das potências colonizadoras.
Origens: Dá-se o nome de revolução americana à luta das colônias estabelecidas na América do Norte, para se tornar independentes da Grã-Bretanha. Vitoriosas, as colônias passaram a constituir uma república independente, estabelecida com base em princípios democráticos que, pela primeira vez, ganhavam forma estatal.
Iniciada em 1607, a emigração inglesa para a América do Norte deu origem à formação de colônias, que em 1732 já eram 13. Entre as causas que concorreram para a guerra de independência (de 1775 a 1781) figura o abandono em que estas se encontravam. Os colonos tinham, por isso, que resolver sozinhos seus problemas, o que lhes dava uma posição de autonomia em relação ao governo metropolitano. Além disso, os ingleses não estavam bem a par das condições das colônias e, preocupados com os próprios problemas, não lhes dedicavam muita atenção.
Entrementes, aumentava a importância econômica das colônias, sobretudo depois que a Grã-Bretanha, vitoriosa na guerra contra a França, acrescentou às suas possessões americanas todo o Canadá e as terras situadas entre os montes Apalaches e o rio Mississippi. Após o conflito, encontrando-se em difícil situação econômico-financeira, a Grã-Bretanha decidiu exigir das colônias a observância da Lei de Navegação (Navigation Act), que limitava grande parte do intercâmbio comercial destas exclusivamente à metrópole. Reprimia-se também o contrabando. Além disso, a Lei do Açúcar (Sugar Act), de 1764, que regulamentava o comércio do açúcar, aumentava o descontentamento dos colonos. E os que especulavam com a terra foram atingidos em seus interesses pelo decreto que proibia a colonização de áreas situadas além dos montes Apalaches.
Diante da necessidade de manter dez mil soldados ingleses para a defesa das colônias, o Parlamento aprovou em 1765 a Lei do Selo (Stamp Act), que estabelecia várias taxas a serem pagas por documentos legais e oficiais, através dos quais os colonos iriam cobrir as despesas de manutenção das tropas britânicas. A reação foi tamanha que o Parlamento teve de tornar sem efeito o decreto no ano seguinte. Mas aprovou, em seguida, o Declaratory Act, em que afirmava ter "pleno poder e autoridade" para legislar sobre as colônias.
Massacre de Boston: Em 1767, um novo decreto, o Townshend Act, tornou ainda mais tensas as relações entre a metrópole e as colônias. Esse decreto estabelecia impostos sobre o chá, o chumbo, o papel e o vidro, importados pelas possessões americanas. O dinheiro assim obtido destinar-se-ia a pagar os funcionários britânicos das colônias. Estes eram muito mal vistos, pela maneira como agiam: apreendiam mercadorias de comerciantes honestos e, muitas vezes, praticavam contrabando. A reação dos colonos recrudesceu. Os comerciantes negaram-se a importar mercadorias britânicas, e o líder revolucionário Samuel Adams levantou a população de Massachusetts.
Em 5 de março de 1770 ocorreu o chamado massacre de Boston. Dois regimentos britânicos que tinham sido enviados para conter os radicais daquela cidade entraram em choque com uma multidão, matando várias pessoas. As notícias espalharam-se por todas as demais colônias, e novamente o Parlamento britânico foi obrigado a recuar e anulou, meses mais tarde, o Townshend Act.
Crise do chá: Após três anos de relativa paz, em 1773 foi aprovada a Lei do Chá (Tea Act), com o objetivo de ajudar a Companhia das Índias Orientais a vender seus excedentes de chá nas colônias. Além do elevado preço do produto, os compradores ainda teriam de pagar impostos, e o lucro de sua comercialização reverteria, em grande parte, em favor dos agentes da companhia. Em represália, os navios que transportavam chá para as colônias deixaram de ser descarregados, e tiveram de regressar à metrópole. Foi novamente em Boston que os acontecimentos assumiram caráter mais grave. No dia 16 de dezembro de 1773, vários colonos disfarçados de índios atacaram três navios no porto e jogaram ao mar toda sua carga de chá. Esse incidente, conhecido como Boston Tea Party, foi o estopim da revolução.
A Grã-Bretanha viu-se então diante de duas alternativas: ceder mais uma vez ou adotar severas medidas de repressão. Decidindo por estas últimas, votou o que os colonos denominaram Leis Intoleráveis (Intolerable Acts), a mais enérgica das quais determinava o fechamento do porto de Boston até que os proprietários do chá fossem indenizados.
Os colonos uniram-se para enfrentar a metrópole e, em 1774, realizou-se em Filadélfia o I Congresso Continental, com a presença de delegados de todas as colônias, à exceção da Geórgia. Foi aprovada, então, a Declaração de Direitos e Agravos (Declaration of Rights and Grievances), que exigia a revogação das Intolerable Acts. O congresso tentou entrar em acordo com o governo inglês, mas fracassou. Com o assentimento do rei Jorge III, o governo decidiu reforçar as tropas britânicas nas colônias, a fim de garantir o cumprimento das decisões parlamentares.
Luta armada: Em abril de 1775, o general Thomas Gage, comandante das tropas britânicas em Boston, decidiu prender dois dos principais líderes americanos, Samuel Adams e John Hancock, e apoderar-se do material bélico reunido pelos colonos em Concord. Em Lexington, as forças de Gage entraram em choque com grupos armados e, depois de uma troca de tiros, os britânicos seguiram para Concord, onde destruíram a munição ali existente. De volta a Boston, enfrentaram novamente os colonos e foram por eles dispersados. Era o início da revolução americana.
O II Congresso Continental, reunido em Filadélfia, designou George Washington para comandar as forças dos colonos. Ainda havia esperanças de que a coroa fizesse concessões para evitar a separação. Mas por toda parte a autoridade real entrava em colapso: vários governadores refugiaram-se a bordo de navios ingleses e voltaram para Londres; outros foram aprisionados. A situação tornava-se de fato inconciliável: a saída era a submissão total ou a independência. A pregação libertadora encontrou um vigoroso apóstolo em Thomas Paine, cujo panfleto Common Sense (1776; O bom senso) atacava o princípio mesmo da monarquia hereditária, afirmando que um só homem honesto vale mais para a sociedade "do que todos os bandidos coroados que já existiram".
Enquanto isso, a luta prosseguia. Ethan Allen, de Vermont, e Benedict Arnold, de Connecticut, expulsaram os britânicos do forte Ticonderoga, às margens do lago Champlain, onde dois dias depois Crown Point foi tomada. Essas vitórias deram aos colonos uma passagem de comunicação com o Canadá.
Designado comandante das tropas britânicas, em substituição a Gage, o general William Howe decidiu tomar os montes Bunker e Breed, próximos a Boston, para fortalecer sua posição. A batalha de Bunker Hill (monte Bunker) foi travada em junho de 1775, e custou tantas perdas aos britânicos que os colonos, embora derrotados, consideraram-na uma vitória.
George Washington assumiu o comando das tropas que cercavam Boston, e treinou-as com rigor durante 1775. Nesse mesmo ano, no Canadá, o general Richard Montgomery, comandando as tropas americanas, ocupou Montreal e seguiu para Quebec. O ataque a esta última cidade fracassou, e Montgomery foi morto. A retirada dos americanos foi desastrosa, e os britânicos passaram então à ofensiva. No ano seguinte (1776), Washington cercou Dorchester Heights, acima de Boston, o que levou o inimigo a abandonar a cidade sem luta, deixando armas e munições. As tropas desalojadas seguiram para Halifax, e Washington concentrou suas forças em Nova York, à espera da ofensiva britânica.
Declaração de Independência: Depois de um ano de debates, em 4 de julho de 1776 o Congresso aprovou finalmente a Declaração de Independência, redigida por Thomas Jefferson, John Adams e Benjamin Franklin. Esse documento de importância histórica universal inspirou-se nas idéias avançadas de pensadores franceses e ingleses. Diz a declaração em seu preâmbulo:
"Consideramos evidentes por si mesmas as seguintes verdades: todos os homens foram criados iguais e dotados por seu criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais a vida, a liberdade e a busca da felicidade; para assegurar esses direitos, constituem-se entre os homens governos cujos poderes decorrem do consentimento dos governados; sempre que uma forma de governo se torna destrutiva desse fim, o povo tem o direito de aboli-la e de estabelecer um novo governo..."
Mais concretamente, a declaração estipulava o direito das colônias a se tornarem "estados livres e independentes", desligados de qualquer compromisso de obediência à coroa da Grã-Bretanha, com a qual ficava rompida toda união política.
Em agosto do mesmo ano, Howe atacou Nova York, onde se travaram violentas batalhas. As tropas de Washington tiveram, no entanto, de bater em retirada, atravessando Nova Jersey, até Delaware. No ano seguinte, os britânicos ameaçaram Filadélfia. Washington tentou defender a cidade mas foi batido, e novamente derrotado em Germantown, Pensilvânia. Paralelamente, o general britânico John Burgoyne invadiu as colônias do Canadá. Retomou Ticonderoga e Crown Point, mas perdeu a batalha de Saratoga. Decisiva para os americanos, essa vitória ajudou Benjamin Franklin a conseguir o auxílio da França. Logo depois, a Espanha entrou na guerra contra a Grã-Bretanha. Na guerra naval destacou-se John Paul Jones. No comando do Bon Homme Richard, bateu-se contra o navio britânico Serapis, episódio que constituiu a maior batalha naval da guerra.
Capitulação dos britânicos: Em 1778, a luta estendeu-se para o sul. Henry Clinton, o novo comandante das tropas britânicas, tomou a Geórgia e dois anos depois apoderou-se de Charleston, Carolina do Sul, aprisionando o exército de cinco mil homens do general Benjamin Lincoln. Os ingleses controlavam quase todo o sul, mas tinham de enfrentar freqüentes ataques de guerrilheiros americanos. As forças da metrópole tentaram uma ofensiva contra a Carolina do Norte, mas foram derrotadas em King's Mountain.
Daniel Morgan venceu tropas britânicas em Cowpens, (1781), mas o marquês de Cornwallis derrotou o general Nathanael Greene, comandante das tropas americanas no sul, em Guilford Court House. Cornwallis seguiu para a Virgínia em perseguição de uma tropa de colonos sob o comando do marquês de Lafayette e tomou Yorktown, concentrando aí seus contingentes militares. George Washington, à frente de um exército de 16 mil homens, atacou o inimigo por terra, enquanto o almirante francês François de Grasse lhe dava cobertura naval. Ao final de várias semanas de lutas, Cornwallis rendeu-se com todos os seus efetivos. A guerra estava praticamente terminada.
Em março de 1782, o chefe do governo inglês Lord North, renunciou. A paz de Versalhes foi ratificada formalmente em 3 de setembro de 1783, com o reconhecimento da independência dos Estados Unidos da América. Nesse mesmo ano, a Grã-Bretanha cedeu a península da Flórida à coroa espanhola, sem, no entanto, delimitar as fronteiras, fato que motivaria intensas disputas territoriais no sul dos Estados Unidos durante muitos anos.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Reino Protista (Antigo Protoctista) - Biologia
Aqui estou dispondo um slide com todas as informações necessárias sobre Protozoários para prova de biologia, slide muito bem explicado com fotos e informações resumidas!
Download via 4shared: CLIQUE AQUI
Conteúdo dos slides:
Reino Protista Características do Reino Protista
O reino possui tanto formas unicelulares quanto pluricelulares
São todos eucariontes
Autótrofos e heterótrofos
Possuem organelas verdadeiras
Divisão do Reino Protista
Protozoários
(Heterótrofos)
Sarcodina
Mastigophora
Ciliophora
Sporozoa
Algas protistas
(Autótrofos)
Euglenophyta
Pyrrophyta
Chrysophyta
Phaeophyta
Rhodophyta
Chlorophyta
As algas Protistas
Podem ser Unicelulares ou pluricelulares
Habitam mares, lagos, rios, ambientes úmidos
Base da cadeia alimentar
Formam o fitoplâncton
Reposição do O 2 na atmosfera
Podem viver isoladas ou coloniais
Obs:. Antigamente eram classificadas como vegetais
Filo Euglenophyta
Grupo apresenta cerca de 500 espécies
Apresentam alimentação mixotrófica
Predominantemente dulcícolas
Apresentam um núcleo
São flageladas: com um ou dois flagelos
Euglena sp.
Euglena sp.
Filo Pyrrophyta (Dinoflagelados)
Ocupam principalmente habitat marinho
Principal componente do fitoplâncton
Possuem os pigmentos: clorofila, carotenos e xantofilas
Apresentam dois flagelos para locomoção
Possuem reservas nutritivas como óleos e amidos
Apresentam a lórica, formada por celulose e dióxido silício
A espécie Noctiluca milliaris é conhecida por realizar bioluminescência
Maré vermelha
A super população de dionoflagelados provoca o fenômeno das “marés vermelhas”. Nessa circunstância, a grande quantidade de catabólicos tóxicos eliminados na água por esses protistas provoca a mortandade de peixes, crustáceos, tartarugas, focas e etc
Filo Chrysophyta (diatomáceas)
Unicelulares
Conhecidas popularmente como algas douradas
Possuem os pigmentos: clorofila, carotenos e xantofilas; óleos como substância de reserva
Principal característica é uma carapaça bivalvular (epivalva e hipovalva) silicosa
Importantes para industria: abrasivos em creme dentais, polidores especiais, catalisadores, antibióticos, isolantes térmicos e etc.
Filo Chlorophyta (algas verdes)
Podem ser unicelulares ou multicelulares
Apresentam talos na estrutura dos corpos
São muito parecidas com os vegetais pois apresentam clorofila A e B como pigmento, parede celular de celulose e amido como reserva energética
Estrutura denominada TALO
Proliferação de algas verdes
Filo Phaeophyta (algas pardas)
Exclusivamente multicelulares
Maioria de habitat marinho
Apresentam clorofila a e c como pigmento, carotenos e fucoxantina
Parede celular apresenta celulose e algina; óleos e lamiranina como substâncias de reserva
Um bom exemplo são os Sargaços, compostos pelo gênero Sargassum spp.
Sargassum sp.
Filo Rhodophyta
Algas multicelulares
Formada por talos ramificados
Pigmentos clorolofilado a e d, ficofiamina e ficorieritrina, celulose e hidrocolóides na composição da parede celular
Substância de reserva amido
Reprodução das algas
Divisão binária ou cissiparidade
Conjugação
Ciclo haplobionte
Ciclo diplobionte
Ciclo haplobionte diplonte
Protozoa
Características dos protozoários
Antigamente eram classificados como animais por apresentarem nutrição heterótrofa
O termo Protozoa ou Protozoário deriva do grego protos = primeiro e zoon = animal, significando primeiro animal
A forma mais comum de reprodução é a bipartição ou cissiparidade
As doenças causadas por protozoários são chamadas de protozooses
Os grupos de protozoários são classificados pelo seu modo de locomoção
Grupos
Sarcodina locomoção através de projeções celulares denominadas PSEUDÓPODES
Mastigophora locomoção através de flagelos
Grupos
Ciliophora locomoção através de cílios
Sporozoa não possuem estruturas locomotoras
Protozooses
Amebíase
Tripassomíase ou Mal de Chagas
Úlcera-de-Bauru ou Leishmaniose tegumentar
Giardíase
Tricomíase
Malária
Mal de Chagas
Formas de contagio
Transfusão de sangue
Congênita
Amamentação
Transmissão por insetos hematófagos
Transmissão por insetos Vetor e agente etiológico
Vetor insetos hematófagos da ordem Hemiptera conhecidos como Barbeiros
A espécie mais comum é o Triatoma infestans
Agente etiológico Trypanosoma cruzi
Trypanosoma cruzi
Barbeiros
Áreas de maior ocorrência
Locais preferidos por barbeiros
Ciclo de vida Animal silvestre Barbeiro Homem Hospedeiro Vetor Hospedeiro
Formas do Trypanosoma
Tripomastigota (tripanossoma)
Livre na corrente sangüínea
Epimastigota (critídia)
Livre na corrente sangüínea
Amastigota (leishmânia)
Parasitaria - aderida aos tecidos fazem a reprodução, que é assexuada
Transmissão
O Barbeiro pica um animal silvestre que é hospedeiro do Trypanosoma cruzi , dentro do barbeiro o T . cruzi passa pelas suas três formas (Tripanossoma, critídia e leishmânia), a forma tripanossoma é eliminada juntamente com as fezes
No momento em que o barbeiro pica ele também defeca, a pessoa coça o local da picada se auto-infectando, havendo um novo ciclo dentro de seu organismo
Sintomas
Fase aguda febre, hepatomegalia, miocardia aguda e meningoencefalite
Fase crônica cardiomegalia, megaesôfago e megacólon.
Leishmaniose tegumentar ou Úlcera de Bauru
Vetor e agente etiológico
Agente etiológico protozoário flagelado chamado Leishmania brasiliensis
Vetor mosquito do Gênero Lutzomyia popularmente conhecido como birigüi, corcundinha ou mosquito-palha
Agente e vetor Leishmania brasiliensis Lutzomyia sp.
Formas
Amastigotas (leishmânias) Aflagelada
Promastigotas (leptômonas) Flagelada
Ciclo de vida
Sintomas
O aparecimento dos sintomas variam de algumas semanas até meses
Feridas na pele
Feridas na região nasal (interna e externamente), faringe
Malária
Formas de contagio
Transfusão de sangue
Congênita
Transmissão pelo mosquito do gênero Anopheles
Agente e vetor
Vetores espécies de mosquitos do gênero Anopheles
Agentes etiológicos protozoários do gênero Plasmodium
Tipos de Malária
CARACTERÍSTICAS:
*organismos unicelulares ou multicelulares
*eucariontes.
* Heterótrofos, digestão intracelular
Vida livre ou parasitas.
REPRESENTANTES
Protozoários como ameba, paramécio, giardia.
certas algas unicelulares - como euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas.
As algas Protistas
Podem ser Unicelulares ou pluricelulares
Habitam mares, lagos, rios, ambientes úmidos
Base da cadeia alimentar
Formam o fitoplâncton
Reposição do O 2 na atmosfera
Podem viver isoladas ou coloniais
Obs:. Antigamente eram classificadas como vegetais
Maré vermelha A super população de dionoflagelados provoca o fenômeno das “marés vermelhas”. Nessa circunstância, a grande quantidade de substâncias tóxicas eliminados na água por esses protistas provoca a mortandade de peixes, crustáceos, tartarugas, focas e etc
Importantes para industria: abrasivos em creme dentais, polidores especiais, catalisadores, antibióticos, isolantes térmicos e etc. Filo Chrysophyta (diatomáceas)
Proliferação de algas
Filo Phaeophyta (algas pardas)
Filo Rhodophyta
Classificação dos protozoários
Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudópodes. De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:
rizópodes ou sarcodíneos - locomovem-se através de pseudópodes.
flagelados ou mastigóforos - locomovem-se através de flagelos.
ciliados - locomovem-se através de cílios;
esporozoários - desprovidos de organelas locomotoras.
Classificação dos protozoários
Sarcodíneos ou Rizópodos
Locomoção por pseudópodos.
Nutrição por fagocitose.
Digestão intracelular.
Vida livre (aquáticos) ou parasitas.
Vacúolos Pulsáteis ou Contráteis para controle osmótico.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Nome genérico Amebas.
Ex.: Amoeba proteus (vida livre) e Entamoeba histolytica (parasita).
Movimento por pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos
Locomoção por flagelos.
Mutualísticos ou parasitas.
Digestão intracelular.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Ex.: Trichonymphas sp . (mutualístico), Trypanosoma cruzi (parasita), Giardia lambia (parasita), Leishmania brasiliensis (parasita
Exemplos de flagelados
CILIADOS
Nutrição pelo sulco oral.
Digestão intracelular.
Vacúolos Pulsáteis ou Contráteis.
Vida livre, mutualísticos ou parasitas.
Reprodução assexuada por divisão binária e sexuada por conjugação.
Locomoção por cilios.
Ex.: Paramaecium spp (vida livre), Balantidium coli (parasita).
São os protistas mais complexos.
Exemplos de ciliados
ESPOROZOÁRIOS
No grupo dos esporozoários encontram-se os protistas que não têm qualquer tipo de sistema de locomoção.
Todos eles são parasitas obrigatórios.
Os mais comuns são do gênero Plasmodium, que causam a Malária, e do gênero Toxoplasma, que causam a toxoplasmose.
ESPOROZOÁRIOS
REPRODUÇÃO
ASSEXUADA por divisão binária e
Ocorre por exemplo em amebas e no tripanossomo.
SEXUADA por conjugação que ocorre no paramécio.
REPRODUÇÃO EM PARAMÉCIO
DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
DOENÇA DE CHAGAS
Descobridor: o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas. Definição: E uma doença transmissível, causado por um parasito do gênero Trypanosoma e transmitida principalmente através do "barbeiro". É conhecido também por: chupança.
Agente causador : É um protozoário denominado Trypanosoma cruzi . No homem e nos animais, vive no sangue e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas: no inseto transmissor, vive no tubo digestivo.
DOENÇA DE CHAGAS
Transmissor: O "barbeiro", é um inseto que se alimenta exclusivamente de vertebrados, sendo chamados hematófagos. A principal espécie propagadora da Doença de Chagas no Estado de São Paulo, foi o Triatoma infestans , hoje eliminado do nosso meio.. Geralmente, abrigam-se em locais muito próximo à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata. Nas casas escondem-se nas frestas, buracos das paredes, nas camas, colchões e baús.
SINTOMAS DA DOENÇA DE CHAGAS
Na fase aguda, ocorrem febre moderada, hepatomegalia discreta (grande fígado), inflamação dos gânglios linfáticos, miocardia aguda, meningoencefalite (dores na meninges), etc. É comum a diminuição dos sintomas. As crianças apresentam uma maior taxa de letalidade variando de 2% a 7%. Na fase crônica, ocorre o comprometimento do coração e do sistema digestivo. A duração depende de vários fatores, desde idade e estado nutricional do paciente até os intrínsecos dos parasitas. Os sintomas mais importantes são a cadiomegalia (coração grande), o megaesôfago (esôfago grande) e o megacólon (cólon grande).
Sintomas da Doença de Chagas
PROFILAXIA
B aseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos, entomológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde, devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as medidas a serem tomadas pela população local, tais como: - melhorar habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas;
-usar telagem em portas e janelas; - impedir a permanência de animais, como cão, o gato, macaco e outros no interior da casa; - evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa; - construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósito afastados das casas e mantê-los limpos; - retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas; - manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;
-difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas; - encaminhar os insetos suspeitos de serem "barbeiros", para o serviço de saúde mais próximo.
AMEBÍASE
Agente causador: E.Histolytica
Hospedeiro definitivo: homem
Local do parasitismo: intestino grosso. Podem, também, ser afetados o fígado, os pulmões e o cérebro
Ciclo: Ameba
Uma pessoa vai a um restaurante e ingere um alface mal-lavado e contaminado com cistos (formas de resistência) de amebas . Tal cisto chega ao intestino do hospedeiro e se abre, liberando jovens amebas. Elas invadem a parede do intestino e começam a se alimentar de células e sangue. Além disso, elas começam a se multiplicar e inflamar a parede do intestino. Com o tempo, tal inflamação se rompe, liberando sangue junto com novas amebas.
Sintomas: amebíase
O período de incubação é de 2 a 4 semanas. A disenteria amebiana aguda manifesta-se com quadro disentérico agudo, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, emagrecimento e fadiga muscular.
Profilaxia e tratamento: amebíase
manter sanitários limpos; *lavar as mãos antes das refeições e após a defecação; *tratar os doentes e portadores assintomáticos; *não usar excrementos, como fertilizantes; *combater as moscas e baratas.
Giardíase
Parasita à Giardia lamblia
Hospedeiro definitivo: homem
Local do parasitismo: intestino delgado
A infecção ocorre pela ingestão de cistos em água ou alimentos contaminados.No ambiente podem sobreviver meses na água fria.
Ciclo: Giardia
Sintomas
A giardíase se manifesta por azia e náusea que diminuem de intensidade quando ocorre ingestão de alimentos, ocorrem cólicas seguidas de diarréia, perda de apetite, irritabilidade. Raramente observa-se muco ou sangue nas fezes do indivíduo com giardíase que no entanto possuem odor fétido, são do tipo explosiva e acompanhadas de gases.
Profilaxia
Basicamente, para se evitar a giardíase deve-se tomar as mesmas medidas profiláticas usadas contra a amebíase, já que as formas de contaminação são praticamente as mesmas. Portanto deve-se: Só ingerir alimentos bem lavados e/ou cozidos; Lavar as mãos antes das refeições e após o uso de sanitários; Construção de fossas e redes de esgotos; Só beber água filtrada e/ou fervida; Tratar as pessoas doentes.
Malária
Causadores: P. vivax, P. malariae, P. falciparum, P. ovale.
Hospedeiro definitivo: mosquitos do gênero Anopheles. Só as fêmeas sugam sangue humano e podem atuar como transmissoras dos parasitas.O sangue humano contém nutrientes essenciais para a maturação e desenvolvimento dos ovos desses insetos.
Hospedeiro intermediário: homem
Locais do parasitismo: glóbulos vermelhos do sangue, células hepáticas, corpo do mosquito.
SINTOMAS: Malária
Período de incubação - 7 a 21 dias
Calafrio, calor e suor
Febre
Mal estar
Cefaléia
Vômito
Diarréia
Hipoglicemia
Insuficiência renal
Convulsão
Profilaxia
Detecção e tratamento precoce dos infectados
Medidas de proteção individual e coletiva
Telagem de janelas e portas
Inseticidas de ação residual
Impregnação de mosquiteiros com inseticida
Desenvolvimento de novos fármacos
Treinamento de Recursos Humanos
Estruturação do sistema de saúde
Desenvolvimento de Vacina
TRICOMONÍASE
Causador: Trichomonas vaginalis
Transmissão: É considerada doença sexualmente transmissível, embora raramente, possa ser transmitida por vias não sexuais, como por exemplo, objetos contaminados (toalhas, vasos sanitários de locais públicos etc.)
Sintomas No homem, a sintomatologia é mais discreta: corrimento uretral, geralmente pela manhã, antes da primeira micção, bem como irritação da uretra. Na mulher, corrimento abundante, amarelo ou amarelo-esverdeado, bolhoso, com mau cheiro característico; prurido e/ou irritação vulvar; ocasionalmente dor pélvica;. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa.
TRICOMONÍASE
Profilaxia e tratamento
É recomendável o uso de preservativo durante o ato sexual, uso individual de roupas íntimas, tratamento de indivíduos portadores, esterilização dos aparelhos ginecológicos, higiene em relação aos sanitários públicos, etc. O tratamento é feito com uso de nitroimidazóis, em administração oral e vaginal. Em todos os casos em que se positiva o diagnóstico da infecção na mulher, deve-se estender também o tratamento ao seu marido ou companheiro, já que, sem tal cuidado, poderá surgir uma nova contaminação da mulher e perpetuação do quadro clínico apresentado.
LEISHMANIOSE
Causador: Leishmania brasiliensis
Hospedeiro definitivo: homem
Hospedeiro intermediário: inseto conhecido como mosquito- palha ou birigüi.
Ciclo: os parasitas se reproduzem no corpo do inseto e são inoculados durante a picada. Os ferimentos provocados pela picada ulceram e neles os parasitas se multiplicam. Novas picadas espalham as leishmânias de pessoa a pessoa.
Prevenção: Lesihmaniose
Medidas clínicas, diagnóstico precoce e tratamento. Toda a pessoa que apresentar ferida de difícil cicatrização deverá procurar a Unidade Básica de Saúde, para a realização do exame específico e tratamento.
Medidas de proteção individual, são meios mecânicos através do uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas , evitar a frequência na mata, principalmente no horário noturno, a partir das 20:00 horas (crepúsculo) sem o uso de roupas adequadas,boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas além do uso de repelentes.
Manter limpo terrenos baldios que possa servir como criadouros de insetos transmissores.
Leishmaniose
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Conteúdo dos slides:
Reino Protista Características do Reino Protista
O reino possui tanto formas unicelulares quanto pluricelulares
São todos eucariontes
Autótrofos e heterótrofos
Possuem organelas verdadeiras
Divisão do Reino Protista
Protozoários
(Heterótrofos)
Sarcodina
Mastigophora
Ciliophora
Sporozoa
Algas protistas
(Autótrofos)
Euglenophyta
Pyrrophyta
Chrysophyta
Phaeophyta
Rhodophyta
Chlorophyta
As algas Protistas
Podem ser Unicelulares ou pluricelulares
Habitam mares, lagos, rios, ambientes úmidos
Base da cadeia alimentar
Formam o fitoplâncton
Reposição do O 2 na atmosfera
Podem viver isoladas ou coloniais
Obs:. Antigamente eram classificadas como vegetais
Filo Euglenophyta
Grupo apresenta cerca de 500 espécies
Apresentam alimentação mixotrófica
Predominantemente dulcícolas
Apresentam um núcleo
São flageladas: com um ou dois flagelos
Euglena sp.
Euglena sp.
Filo Pyrrophyta (Dinoflagelados)
Ocupam principalmente habitat marinho
Principal componente do fitoplâncton
Possuem os pigmentos: clorofila, carotenos e xantofilas
Apresentam dois flagelos para locomoção
Possuem reservas nutritivas como óleos e amidos
Apresentam a lórica, formada por celulose e dióxido silício
A espécie Noctiluca milliaris é conhecida por realizar bioluminescência
Maré vermelha
A super população de dionoflagelados provoca o fenômeno das “marés vermelhas”. Nessa circunstância, a grande quantidade de catabólicos tóxicos eliminados na água por esses protistas provoca a mortandade de peixes, crustáceos, tartarugas, focas e etc
Filo Chrysophyta (diatomáceas)
Unicelulares
Conhecidas popularmente como algas douradas
Possuem os pigmentos: clorofila, carotenos e xantofilas; óleos como substância de reserva
Principal característica é uma carapaça bivalvular (epivalva e hipovalva) silicosa
Importantes para industria: abrasivos em creme dentais, polidores especiais, catalisadores, antibióticos, isolantes térmicos e etc.
Filo Chlorophyta (algas verdes)
Podem ser unicelulares ou multicelulares
Apresentam talos na estrutura dos corpos
São muito parecidas com os vegetais pois apresentam clorofila A e B como pigmento, parede celular de celulose e amido como reserva energética
Estrutura denominada TALO
Proliferação de algas verdes
Filo Phaeophyta (algas pardas)
Exclusivamente multicelulares
Maioria de habitat marinho
Apresentam clorofila a e c como pigmento, carotenos e fucoxantina
Parede celular apresenta celulose e algina; óleos e lamiranina como substâncias de reserva
Um bom exemplo são os Sargaços, compostos pelo gênero Sargassum spp.
Sargassum sp.
Filo Rhodophyta
Algas multicelulares
Formada por talos ramificados
Pigmentos clorolofilado a e d, ficofiamina e ficorieritrina, celulose e hidrocolóides na composição da parede celular
Substância de reserva amido
Reprodução das algas
Divisão binária ou cissiparidade
Conjugação
Ciclo haplobionte
Ciclo diplobionte
Ciclo haplobionte diplonte
Protozoa
Características dos protozoários
Antigamente eram classificados como animais por apresentarem nutrição heterótrofa
O termo Protozoa ou Protozoário deriva do grego protos = primeiro e zoon = animal, significando primeiro animal
A forma mais comum de reprodução é a bipartição ou cissiparidade
As doenças causadas por protozoários são chamadas de protozooses
Os grupos de protozoários são classificados pelo seu modo de locomoção
Grupos
Sarcodina locomoção através de projeções celulares denominadas PSEUDÓPODES
Mastigophora locomoção através de flagelos
Grupos
Ciliophora locomoção através de cílios
Sporozoa não possuem estruturas locomotoras
Protozooses
Amebíase
Tripassomíase ou Mal de Chagas
Úlcera-de-Bauru ou Leishmaniose tegumentar
Giardíase
Tricomíase
Malária
Mal de Chagas
Formas de contagio
Transfusão de sangue
Congênita
Amamentação
Transmissão por insetos hematófagos
Transmissão por insetos Vetor e agente etiológico
Vetor insetos hematófagos da ordem Hemiptera conhecidos como Barbeiros
A espécie mais comum é o Triatoma infestans
Agente etiológico Trypanosoma cruzi
Trypanosoma cruzi
Barbeiros
Áreas de maior ocorrência
Locais preferidos por barbeiros
Ciclo de vida Animal silvestre Barbeiro Homem Hospedeiro Vetor Hospedeiro
Formas do Trypanosoma
Tripomastigota (tripanossoma)
Livre na corrente sangüínea
Epimastigota (critídia)
Livre na corrente sangüínea
Amastigota (leishmânia)
Parasitaria - aderida aos tecidos fazem a reprodução, que é assexuada
Transmissão
O Barbeiro pica um animal silvestre que é hospedeiro do Trypanosoma cruzi , dentro do barbeiro o T . cruzi passa pelas suas três formas (Tripanossoma, critídia e leishmânia), a forma tripanossoma é eliminada juntamente com as fezes
No momento em que o barbeiro pica ele também defeca, a pessoa coça o local da picada se auto-infectando, havendo um novo ciclo dentro de seu organismo
Sintomas
Fase aguda febre, hepatomegalia, miocardia aguda e meningoencefalite
Fase crônica cardiomegalia, megaesôfago e megacólon.
Leishmaniose tegumentar ou Úlcera de Bauru
Vetor e agente etiológico
Agente etiológico protozoário flagelado chamado Leishmania brasiliensis
Vetor mosquito do Gênero Lutzomyia popularmente conhecido como birigüi, corcundinha ou mosquito-palha
Agente e vetor Leishmania brasiliensis Lutzomyia sp.
Formas
Amastigotas (leishmânias) Aflagelada
Promastigotas (leptômonas) Flagelada
Ciclo de vida
Sintomas
O aparecimento dos sintomas variam de algumas semanas até meses
Feridas na pele
Feridas na região nasal (interna e externamente), faringe
Malária
Formas de contagio
Transfusão de sangue
Congênita
Transmissão pelo mosquito do gênero Anopheles
Agente e vetor
Vetores espécies de mosquitos do gênero Anopheles
Agentes etiológicos protozoários do gênero Plasmodium
Tipos de Malária
CARACTERÍSTICAS:
*organismos unicelulares ou multicelulares
*eucariontes.
* Heterótrofos, digestão intracelular
Vida livre ou parasitas.
REPRESENTANTES
Protozoários como ameba, paramécio, giardia.
certas algas unicelulares - como euglenofíceas, pirrofíceas e crisofíceas.
As algas Protistas
Podem ser Unicelulares ou pluricelulares
Habitam mares, lagos, rios, ambientes úmidos
Base da cadeia alimentar
Formam o fitoplâncton
Reposição do O 2 na atmosfera
Podem viver isoladas ou coloniais
Obs:. Antigamente eram classificadas como vegetais
Maré vermelha A super população de dionoflagelados provoca o fenômeno das “marés vermelhas”. Nessa circunstância, a grande quantidade de substâncias tóxicas eliminados na água por esses protistas provoca a mortandade de peixes, crustáceos, tartarugas, focas e etc
Importantes para industria: abrasivos em creme dentais, polidores especiais, catalisadores, antibióticos, isolantes térmicos e etc. Filo Chrysophyta (diatomáceas)
Proliferação de algas
Filo Phaeophyta (algas pardas)
Filo Rhodophyta
Classificação dos protozoários
Os protozoários podem ser fixos ou se deslocar através de cílios, flagelos ou pseudópodes. De acordo com o tipo e a presença ou não dessas organelas locomotoras, os protozoários classificam-se em:
rizópodes ou sarcodíneos - locomovem-se através de pseudópodes.
flagelados ou mastigóforos - locomovem-se através de flagelos.
ciliados - locomovem-se através de cílios;
esporozoários - desprovidos de organelas locomotoras.
Classificação dos protozoários
Sarcodíneos ou Rizópodos
Locomoção por pseudópodos.
Nutrição por fagocitose.
Digestão intracelular.
Vida livre (aquáticos) ou parasitas.
Vacúolos Pulsáteis ou Contráteis para controle osmótico.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Nome genérico Amebas.
Ex.: Amoeba proteus (vida livre) e Entamoeba histolytica (parasita).
Movimento por pseudópodes
Flagelados ou mastigóforos
Locomoção por flagelos.
Mutualísticos ou parasitas.
Digestão intracelular.
Reprodução assexuada por divisão binária.
Ex.: Trichonymphas sp . (mutualístico), Trypanosoma cruzi (parasita), Giardia lambia (parasita), Leishmania brasiliensis (parasita
Exemplos de flagelados
CILIADOS
Nutrição pelo sulco oral.
Digestão intracelular.
Vacúolos Pulsáteis ou Contráteis.
Vida livre, mutualísticos ou parasitas.
Reprodução assexuada por divisão binária e sexuada por conjugação.
Locomoção por cilios.
Ex.: Paramaecium spp (vida livre), Balantidium coli (parasita).
São os protistas mais complexos.
Exemplos de ciliados
ESPOROZOÁRIOS
No grupo dos esporozoários encontram-se os protistas que não têm qualquer tipo de sistema de locomoção.
Todos eles são parasitas obrigatórios.
Os mais comuns são do gênero Plasmodium, que causam a Malária, e do gênero Toxoplasma, que causam a toxoplasmose.
ESPOROZOÁRIOS
REPRODUÇÃO
ASSEXUADA por divisão binária e
Ocorre por exemplo em amebas e no tripanossomo.
SEXUADA por conjugação que ocorre no paramécio.
REPRODUÇÃO EM PARAMÉCIO
DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS
DOENÇA DE CHAGAS
Descobridor: o médico brasileiro Dr. Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas. Definição: E uma doença transmissível, causado por um parasito do gênero Trypanosoma e transmitida principalmente através do "barbeiro". É conhecido também por: chupança.
Agente causador : É um protozoário denominado Trypanosoma cruzi . No homem e nos animais, vive no sangue e nas fibras musculares, especialmente as cardíacas e digestivas: no inseto transmissor, vive no tubo digestivo.
DOENÇA DE CHAGAS
Transmissor: O "barbeiro", é um inseto que se alimenta exclusivamente de vertebrados, sendo chamados hematófagos. A principal espécie propagadora da Doença de Chagas no Estado de São Paulo, foi o Triatoma infestans , hoje eliminado do nosso meio.. Geralmente, abrigam-se em locais muito próximo à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata. Nas casas escondem-se nas frestas, buracos das paredes, nas camas, colchões e baús.
SINTOMAS DA DOENÇA DE CHAGAS
Na fase aguda, ocorrem febre moderada, hepatomegalia discreta (grande fígado), inflamação dos gânglios linfáticos, miocardia aguda, meningoencefalite (dores na meninges), etc. É comum a diminuição dos sintomas. As crianças apresentam uma maior taxa de letalidade variando de 2% a 7%. Na fase crônica, ocorre o comprometimento do coração e do sistema digestivo. A duração depende de vários fatores, desde idade e estado nutricional do paciente até os intrínsecos dos parasitas. Os sintomas mais importantes são a cadiomegalia (coração grande), o megaesôfago (esôfago grande) e o megacólon (cólon grande).
Sintomas da Doença de Chagas
PROFILAXIA
B aseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos, entomológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde, devem estar inseridas em todas as ações de controle, bem como, as medidas a serem tomadas pela população local, tais como: - melhorar habitação, através de reboco e tamponamento de rachaduras e frestas;
-usar telagem em portas e janelas; - impedir a permanência de animais, como cão, o gato, macaco e outros no interior da casa; - evitar montes de lenhas, telhas ou outros entulhos no interior e arredores da casa; - construir galinheiro, paiol, tulha, chiqueiro, depósito afastados das casas e mantê-los limpos; - retirar ninhos de pássaros dos beirais das casas; - manter limpeza periódica nas casas e em seus arredores;
-difundir junto aos amigos, parentes, vizinhos, os conhecimentos básicos sobre a doença, vetor e sobre as medidas preventivas; - encaminhar os insetos suspeitos de serem "barbeiros", para o serviço de saúde mais próximo.
AMEBÍASE
Agente causador: E.Histolytica
Hospedeiro definitivo: homem
Local do parasitismo: intestino grosso. Podem, também, ser afetados o fígado, os pulmões e o cérebro
Ciclo: Ameba
Uma pessoa vai a um restaurante e ingere um alface mal-lavado e contaminado com cistos (formas de resistência) de amebas . Tal cisto chega ao intestino do hospedeiro e se abre, liberando jovens amebas. Elas invadem a parede do intestino e começam a se alimentar de células e sangue. Além disso, elas começam a se multiplicar e inflamar a parede do intestino. Com o tempo, tal inflamação se rompe, liberando sangue junto com novas amebas.
Sintomas: amebíase
O período de incubação é de 2 a 4 semanas. A disenteria amebiana aguda manifesta-se com quadro disentérico agudo, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, emagrecimento e fadiga muscular.
Profilaxia e tratamento: amebíase
manter sanitários limpos; *lavar as mãos antes das refeições e após a defecação; *tratar os doentes e portadores assintomáticos; *não usar excrementos, como fertilizantes; *combater as moscas e baratas.
Giardíase
Parasita à Giardia lamblia
Hospedeiro definitivo: homem
Local do parasitismo: intestino delgado
A infecção ocorre pela ingestão de cistos em água ou alimentos contaminados.No ambiente podem sobreviver meses na água fria.
Ciclo: Giardia
Sintomas
A giardíase se manifesta por azia e náusea que diminuem de intensidade quando ocorre ingestão de alimentos, ocorrem cólicas seguidas de diarréia, perda de apetite, irritabilidade. Raramente observa-se muco ou sangue nas fezes do indivíduo com giardíase que no entanto possuem odor fétido, são do tipo explosiva e acompanhadas de gases.
Profilaxia
Basicamente, para se evitar a giardíase deve-se tomar as mesmas medidas profiláticas usadas contra a amebíase, já que as formas de contaminação são praticamente as mesmas. Portanto deve-se: Só ingerir alimentos bem lavados e/ou cozidos; Lavar as mãos antes das refeições e após o uso de sanitários; Construção de fossas e redes de esgotos; Só beber água filtrada e/ou fervida; Tratar as pessoas doentes.
Malária
Causadores: P. vivax, P. malariae, P. falciparum, P. ovale.
Hospedeiro definitivo: mosquitos do gênero Anopheles. Só as fêmeas sugam sangue humano e podem atuar como transmissoras dos parasitas.O sangue humano contém nutrientes essenciais para a maturação e desenvolvimento dos ovos desses insetos.
Hospedeiro intermediário: homem
Locais do parasitismo: glóbulos vermelhos do sangue, células hepáticas, corpo do mosquito.
SINTOMAS: Malária
Período de incubação - 7 a 21 dias
Calafrio, calor e suor
Febre
Mal estar
Cefaléia
Vômito
Diarréia
Hipoglicemia
Insuficiência renal
Convulsão
Profilaxia
Detecção e tratamento precoce dos infectados
Medidas de proteção individual e coletiva
Telagem de janelas e portas
Inseticidas de ação residual
Impregnação de mosquiteiros com inseticida
Desenvolvimento de novos fármacos
Treinamento de Recursos Humanos
Estruturação do sistema de saúde
Desenvolvimento de Vacina
TRICOMONÍASE
Causador: Trichomonas vaginalis
Transmissão: É considerada doença sexualmente transmissível, embora raramente, possa ser transmitida por vias não sexuais, como por exemplo, objetos contaminados (toalhas, vasos sanitários de locais públicos etc.)
Sintomas No homem, a sintomatologia é mais discreta: corrimento uretral, geralmente pela manhã, antes da primeira micção, bem como irritação da uretra. Na mulher, corrimento abundante, amarelo ou amarelo-esverdeado, bolhoso, com mau cheiro característico; prurido e/ou irritação vulvar; ocasionalmente dor pélvica;. Pode permanecer assintomática no homem e, na mulher, principalmente após a menopausa.
TRICOMONÍASE
Profilaxia e tratamento
É recomendável o uso de preservativo durante o ato sexual, uso individual de roupas íntimas, tratamento de indivíduos portadores, esterilização dos aparelhos ginecológicos, higiene em relação aos sanitários públicos, etc. O tratamento é feito com uso de nitroimidazóis, em administração oral e vaginal. Em todos os casos em que se positiva o diagnóstico da infecção na mulher, deve-se estender também o tratamento ao seu marido ou companheiro, já que, sem tal cuidado, poderá surgir uma nova contaminação da mulher e perpetuação do quadro clínico apresentado.
LEISHMANIOSE
Causador: Leishmania brasiliensis
Hospedeiro definitivo: homem
Hospedeiro intermediário: inseto conhecido como mosquito- palha ou birigüi.
Ciclo: os parasitas se reproduzem no corpo do inseto e são inoculados durante a picada. Os ferimentos provocados pela picada ulceram e neles os parasitas se multiplicam. Novas picadas espalham as leishmânias de pessoa a pessoa.
Prevenção: Lesihmaniose
Medidas clínicas, diagnóstico precoce e tratamento. Toda a pessoa que apresentar ferida de difícil cicatrização deverá procurar a Unidade Básica de Saúde, para a realização do exame específico e tratamento.
Medidas de proteção individual, são meios mecânicos através do uso de mosquiteiros simples, telas finas em portas e janelas , evitar a frequência na mata, principalmente no horário noturno, a partir das 20:00 horas (crepúsculo) sem o uso de roupas adequadas,boné, camisas de manga comprida, calças compridas e botas além do uso de repelentes.
Manter limpo terrenos baldios que possa servir como criadouros de insetos transmissores.
Leishmaniose
Questões resolvidas Calorimetria - Ficha
16) Um calorímetro contém 200ml de água e o conjunto está a uma temperatura de 20ºC. Ao juntar ao calorímetro 125g de uma liga a 130ºC , verificamos que, após o equilibrio térmicoa temperatura final é de 30ºC.Qual é a capacidade térmica do calorímetro?
primeiro vamos calcular quanto 200 ml de água tem de massa. Vamos converter metros cúbicos para litros para por fim mililitros.
1000 kg/m³ = 1000 kg/1000 dm³ = 1 kg/ dm³ = 1 kg/ l
1000 kg/m³ = 1 000 g / 1000 ml
portanto
1000 kg/m³ = 1 g / ml
Assim
ρ(densidade) = m / V
1g / ml = m / 200 ml
============
mágua = 200g
============
A energia (térmica) se conserva em um sistema isolado pois não há perdas para o ambiente. Então
Qliga + Qágua + Qcalorímetro = 0
aonde Q representa o calor trocado por cada um.
mas
Q = m c ΔT.
então
Qliga + Qágua + Qcalorímetro = 0
se torna
mliga cliga ΔT + mágua cágua ΔT + mcalorímetro ccalorímetro ΔT = 0
mliga cliga ΔT + mágua cágua ΔT + mcalorímetro ccalorímetro ΔT = 0
Usando mágua = 200g que calculamos acima e os demais dados do enunciado:
125 * 0,2 * (30-130) + 200 * 1 * (30-20) + mcalorímetro ccalorímetro * (30-20) = 0
mas CT (capacidade térmica) = m * c.
Então
125 * 0,2 * (30-130) + 200 * 1 * (30-20) + CT * (30-20) = 0
25 * (30-130) + 200* (30-20) + CT * (30-20) = 0
25 * (-100) + 200* (10) + CT * (10) = 0
-2500 + 2000 = - 10 CT
-500 = - 10 CT
Portanto
============
CT = 50 cal/ °C
============
17) Inicialmente, 48g de gelo, a 0ºC, são colocados num calorimetro de aluminio de 2,0g, também a 0 °C. Em seguida 75 g de àgua a 80ºC são despejados dentro desse recipiente. Calcule a temperatura final do conjunto.
Calor latente de fusão 80cal/g
Calor especifico da àgua 1,0 e do alumínio 0,22
A quantidade de calor necessária para fundir todo o gelo é:
Q = mL
Q = 48.80
Q = 3840cal (I)
A quantidade de calor que a água pode ceder, caso ocorra seu resfriamento até 0°C, é:
Q = mc∆θ
Q = 75.1 .(–80)
Q = –6000cal (II)
Comparando-se I e II, conclui-se que todo gelo será fundido e a água proveniente dessa fusão será aquecida.Logo, considerando-se o sistema termicamente isolado:
Qg + Qa + Qcal = 0
mL + mc∆θ+ mc∆θ+ mc∆θ= 0
Fazendo-se as substituições:
48.80 + 48.1.(θ– 0) + 75.1.(θ– 80) + 2.0,22.(θ– 0) = 0.θ ≈= 17,5°C
18) Um suco de laranja foi preparado em uma jarra, adicionando-se a 250 mL de suco de laranja a 20°C, 50 g de gelo fundente. Estabelecido o equilíbrio térmico, a temperatura do suco gelado
era, em °C, aproximadamente, Dados:
A massa suco de laranja é de 250g, pois
1 × 10³ g/l, significa 1000g / litro = 1000g / 1000ml ou seja:
1000ml = 1000g => 250 ml = 250g)
No equilíbrio térmico:
ΣQ = 0
mcΔT (suco) + mcΔT(água proveniente do gelo) + m.L = 0
250.1.(Tf – 20) + 50.1.(Tf - 0) + 50.80 = 0
250Tf – 5000 + 50Tf + 4000 = 0
300Tf – 1000 = 0
300Tf = 1000
Tf = 1000/ 300
Tf = 3,3 <==
19) Uma quantidade de 1,5kg de certa substância encontra-se inicialmente na fase sólida, à temperatura de -20ºC. Em um processo a pressão constante de 1,0atm, ela é levada à fase liquida a 86ºC. A potência necessária nessa transformação foi de 1,5kJ/s. O gráfico na figura mostra a temperatura de cada etapa em função do tempo
Calcule
a) o calor latente de fusão L(f)
b) o calor necessário para elevar a temperatura de 1,5kg dessa substãncia de 0 a 86ºC
*Gráfico na ficha, recomendo dar uma olhada.
a)
Fusão é a passagem do estado sólido para o líquido; aprendemos no 1º ano com o profº Aluízio que em um gráfico, temos o seguinte:
Assim, olhando o gráfico da ficha o intervalo que ele faz a fusão é entre 0,7 e 6,2min; ou seja:
(6,2min - 0,7min).60s = 330s
Q = m.Lf (fórmula do calor latente)
Q = P.Δt (fórmula do calor em função da potência e do tempo que eu peguei na internet)
Substituindo a primeira na segunda temos:
m.Lf = P.Δt
1,5.Lf = 1,5.330
Lf = 330J/g
b)
Para elevar de 0º a 86º temos um intervalo entre 0,7 (0º) e 12,2 (86º), então:
(12,2min - 0,7min).60s = 690s
Q = P.Δt
Q = 1,5.690
Q = 1035kJ (kilojoule, pois a potência está em kJ por segundo)
20) Um bloco de gelo com 725 g de massa é colocado num calorímetro contendo 2,50 kg de água a uma temperatura de 5,0° C, verificando-se um aumento de 64 g na massa desse bloco, uma vez alcançado o equilíbrio térmico. Considere o calor específico da água (c = 1,0 cal/g ° C) o dobro do calor específico do gelo, e o calor latente de fusão do gelo de 80 cal/g. Desconsiderando a capacidade térmica do calorímetro e a troca de calor com o exterior, assinale a temperatura inicial do gelo.
a) -191,4ºC
b) -48,6ºC
c) -34,5ºC
d) -24,3ºC
e) -14,1ºC
Vamos colocar como mG = 725g, a massa de gelo, mA = 250g a massa da água. Temos que:
QG + Qfusão + QA = 0
725 . 0,5 (t0 - 0) - 64 . 80 + 2500 . 1 . (0 - 5) = 0
-725 . 0,5t0 = 5 . 2500 + 64 . 80 = 0
T0 = -48,6ºC
R - A temperatura inicial do gelo é t0 = -48,6ºC
primeiro vamos calcular quanto 200 ml de água tem de massa. Vamos converter metros cúbicos para litros para por fim mililitros.
1000 kg/m³ = 1000 kg/1000 dm³ = 1 kg/ dm³ = 1 kg/ l
1000 kg/m³ = 1 000 g / 1000 ml
portanto
1000 kg/m³ = 1 g / ml
Assim
ρ(densidade) = m / V
1g / ml = m / 200 ml
============
mágua = 200g
============
A energia (térmica) se conserva em um sistema isolado pois não há perdas para o ambiente. Então
Qliga + Qágua + Qcalorímetro = 0
aonde Q representa o calor trocado por cada um.
mas
Q = m c ΔT.
então
Qliga + Qágua + Qcalorímetro = 0
se torna
mliga cliga ΔT + mágua cágua ΔT + mcalorímetro ccalorímetro ΔT = 0
mliga cliga ΔT + mágua cágua ΔT + mcalorímetro ccalorímetro ΔT = 0
Usando mágua = 200g que calculamos acima e os demais dados do enunciado:
125 * 0,2 * (30-130) + 200 * 1 * (30-20) + mcalorímetro ccalorímetro * (30-20) = 0
mas CT (capacidade térmica) = m * c.
Então
125 * 0,2 * (30-130) + 200 * 1 * (30-20) + CT * (30-20) = 0
25 * (30-130) + 200* (30-20) + CT * (30-20) = 0
25 * (-100) + 200* (10) + CT * (10) = 0
-2500 + 2000 = - 10 CT
-500 = - 10 CT
Portanto
============
CT = 50 cal/ °C
============
17) Inicialmente, 48g de gelo, a 0ºC, são colocados num calorimetro de aluminio de 2,0g, também a 0 °C. Em seguida 75 g de àgua a 80ºC são despejados dentro desse recipiente. Calcule a temperatura final do conjunto.
Calor latente de fusão 80cal/g
Calor especifico da àgua 1,0 e do alumínio 0,22
A quantidade de calor necessária para fundir todo o gelo é:
Q = mL
Q = 48.80
Q = 3840cal (I)
A quantidade de calor que a água pode ceder, caso ocorra seu resfriamento até 0°C, é:
Q = mc∆θ
Q = 75.1 .(–80)
Q = –6000cal (II)
Comparando-se I e II, conclui-se que todo gelo será fundido e a água proveniente dessa fusão será aquecida.Logo, considerando-se o sistema termicamente isolado:
Qg + Qa + Qcal = 0
mL + mc∆θ+ mc∆θ+ mc∆θ= 0
Fazendo-se as substituições:
48.80 + 48.1.(θ– 0) + 75.1.(θ– 80) + 2.0,22.(θ– 0) = 0.θ ≈= 17,5°C
18) Um suco de laranja foi preparado em uma jarra, adicionando-se a 250 mL de suco de laranja a 20°C, 50 g de gelo fundente. Estabelecido o equilíbrio térmico, a temperatura do suco gelado
era, em °C, aproximadamente, Dados:
- calor específico da água = 1 cal/g°C
- calor específico do suco de laranja = 1 cal/g°C
- densidade do suco de laranja = 1 × 103 g/L
- calor latente de fusão do gelo = 80 cal/g
A massa suco de laranja é de 250g, pois
1 × 10³ g/l, significa 1000g / litro = 1000g / 1000ml ou seja:
1000ml = 1000g => 250 ml = 250g)
No equilíbrio térmico:
ΣQ = 0
mcΔT (suco) + mcΔT(água proveniente do gelo) + m.L = 0
250.1.(Tf – 20) + 50.1.(Tf - 0) + 50.80 = 0
250Tf – 5000 + 50Tf + 4000 = 0
300Tf – 1000 = 0
300Tf = 1000
Tf = 1000/ 300
Tf = 3,3 <==
19) Uma quantidade de 1,5kg de certa substância encontra-se inicialmente na fase sólida, à temperatura de -20ºC. Em um processo a pressão constante de 1,0atm, ela é levada à fase liquida a 86ºC. A potência necessária nessa transformação foi de 1,5kJ/s. O gráfico na figura mostra a temperatura de cada etapa em função do tempo
Calcule
a) o calor latente de fusão L(f)
b) o calor necessário para elevar a temperatura de 1,5kg dessa substãncia de 0 a 86ºC
*Gráfico na ficha, recomendo dar uma olhada.
a)
Fusão é a passagem do estado sólido para o líquido; aprendemos no 1º ano com o profº Aluízio que em um gráfico, temos o seguinte:
Assim, olhando o gráfico da ficha o intervalo que ele faz a fusão é entre 0,7 e 6,2min; ou seja:
(6,2min - 0,7min).60s = 330s
Q = m.Lf (fórmula do calor latente)
Q = P.Δt (fórmula do calor em função da potência e do tempo que eu peguei na internet)
Substituindo a primeira na segunda temos:
m.Lf = P.Δt
1,5.Lf = 1,5.330
Lf = 330J/g
b)
Para elevar de 0º a 86º temos um intervalo entre 0,7 (0º) e 12,2 (86º), então:
(12,2min - 0,7min).60s = 690s
Q = P.Δt
Q = 1,5.690
Q = 1035kJ (kilojoule, pois a potência está em kJ por segundo)
20) Um bloco de gelo com 725 g de massa é colocado num calorímetro contendo 2,50 kg de água a uma temperatura de 5,0° C, verificando-se um aumento de 64 g na massa desse bloco, uma vez alcançado o equilíbrio térmico. Considere o calor específico da água (c = 1,0 cal/g ° C) o dobro do calor específico do gelo, e o calor latente de fusão do gelo de 80 cal/g. Desconsiderando a capacidade térmica do calorímetro e a troca de calor com o exterior, assinale a temperatura inicial do gelo.
a) -191,4ºC
b) -48,6ºC
c) -34,5ºC
d) -24,3ºC
e) -14,1ºC
Vamos colocar como mG = 725g, a massa de gelo, mA = 250g a massa da água. Temos que:
QG + Qfusão + QA = 0
725 . 0,5 (t0 - 0) - 64 . 80 + 2500 . 1 . (0 - 5) = 0
-725 . 0,5t0 = 5 . 2500 + 64 . 80 = 0
T0 = -48,6ºC
R - A temperatura inicial do gelo é t0 = -48,6ºC
domingo, 9 de maio de 2010
Exercícios Física - Calorimetria termodinâmica
Aqui está um doc com exercícios de física com gabarito, feitos pelo profº Dimas Fialho:
DOWNLOAD: 4shared.com
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Fluxo de Calor - Física
Condução
O fluxo de calor por condução ocorre via as colisões entre átomos e moléculas de uma substância e a subsequente transferência de energia cinética. Vamos considerar duas substâncias a diferentes temperaturas separadas por uma barreira que é removida subitamente, como mostra a figura abaixo.
Transferência de calor por condução
Quando a barreira é removida, os átomos "quentes" colidem com os átomos "frios". Em tais colisões os átomos rápidos perdem alguma velocidade e os mais lentos ganham velocidade. Logo, os mais rápidos transferem alguma de sua energia para os mais lentos. Esta transferência de energia do lado quente para o lado frio é chamada de fluxo de calor por condução.
Materiais diferentes transferem calor por condução com diferentes velocidades. Esta é uma medida da condutividade térmica.
Condutividade térmica
Se envolvermos um objeto a uma temperatura T2 com uma camada de um material, de modo a isolá-lo do ambiente externo a uma temperatura T1, então a condutividade térmica do material isolante determina a rapidez com que o calor fluirá através dele.
A condutividade térmica k é definida através da equação
DQ/Dt = - k A DT/Dx
DQ/Dt é a taxa com que o calor flui através da área A, em Joules por segundo, ou Watts. DT/Dx é a mudança de temperatura por unidade de distância Dx em graus Kelvin, ou Celsius, por metro. A condutividade térmica k é uma propriedade do material.
Suponha que coloquemos um material entre dois reservatórios a diferentes temperaturas, como mostra a figura abaixo.
Medida da condutividade térmica
Vamos agora medir o fluxo de calor, DQ/Dt , através do material por unidade de tempo. Conhecendo a área transversa, A, e o comprimento, L, e a condutividade térmica do material, k,
DQ/Dt = - k(A/L)DT
onde DT é a diferença de temperatura entre os reservatórios. O sinal menos significa que DQ = Q2 - Q1 é positivo quando DT = T2 - T1 for negativo. Isto é, o fluxo de calor é da parte mais quente para a parte mais fria.
Logo, para uma dada diferença de temperatura entre os reservatórios, os materiais com condutividade térmica maior irão transferir maiores quantidades de calor por unidade de tempo - tais materias, como cobre, são bons condutores térmicos. Ao contrário, materiais com pequenas condutividades térmicas irão transferir pequenas quantidades de calor por unidade de tempo - estes materais , como concreto, são condutores térmicos pobres. Esta é a razão porque se você põe um pedaço de cobre e um pedaço de concreto no fogo, o cobre irá aquecer muito mais rapidamente do que o concreto. Também é a razão porque o isolamento de fibra de vidro, e com penas de aves ou couro, possuem buracos com ar dentro do material - o ar parado é um condutor pobre de calor, e com isso ajuda a diminuir a perda de calor através do material.
Os isolamentos de casas em países frios também são condutores de calor pobres, que mantêm o calor no interior. Ao contrário da condutividade térmica, o isolamento é usualmente descrito em termos de resistência térmica, Rt, que é definida por
Rt = 1/k
Logo, materiais que possuem uma alta condutividade térmica são resistores térmicos pobres - ou seja, isolantes ruins. Por outro lado, materiais com pequena condutividade térmica possuem grande resistência térmica - são bons isolantes.
Condutividades térmicas:
(kcal/s)/ (oC m)
1 kcal = 4184 JConvecção
Este mecanismo não envolve transferência microscópica de calor, por átomos ou moléculas, como descrito acima. Convecção é o fluxo de calor devido a um movimento macroscópico, carregando partes da substância de uma região quente para uma região fria. Este mecanismo possui dois aspectos, um ligado ao princípio de Arquimedes e outro ligado à pressão.
Suponha que tenhamos uma região de ar que se aquece. À medida que o ar se aquece as moléculas de ar se espalham, fazendo com que esta região se torne menos densa que o ambiente em torno, o ar não aquecido. Sendo menos denso ele se elevará - este movimento de ar quente para uma região mais fria é chamada de transferência de calor por convecção.
Um bom exemplo de convecção é o aquecimento de uma panela de água. Quando a chama é ligada o calor é transferido primeiro por condução a partir do fundo da panela. Em um certo momento, a água começa a fazer bolhas - estas bolhas são de fato regiões locais de água quente subindo para a superfície, levando calor da parte quente para a parte mais fria no topo, por convecção. Ao mesmo tempo, a água mais fria, mais densa, do topo afundará, e será subsequentemente aquecida. Estas correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo.
Considere duas regiões separadas por uma barreira, uma a temperatura maior do que a outra, e suponha que a barreira seja removida em um certo instante. As correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo.
Quando a barreira é removida, o material na região de alta pressão (alta densidade) fluirá para a região de baixa pressão (baixa densidade). Se considerarmos que a regiào de baixa pressão é criada por uma fonte aquecedora, vemos que o movimento do material é equivalente à transferência de calor por convecção.
Um outro exemplo de correntes de convecção que pode ser interpretado dessa maneira, envolve a criação de brisa para a costa próxima a grandes quantidades de água (ex., o mar). A água possui um grande calor específico, e subsequentemente mantém mais o calor. Logo, durante o dia o ar sobre a água será mais frio do que sobre a terra. Isto cria região de baixa pressão sobre a terra, relativa à alta pressão sobre a água. Como consequência, uma brisa sopra da água para a terra. Por outro lado, durante a noite o ar sobre a água é um pouco mais quente do que sobre a terra, criando uma baixa pressão sobre a água relativa à alta pressão sobre a terra, e uma brisa sopra da terra para a água. Veja a ilustração abaixo.
Radiação
A terceira forma de transferência de calor é por radiação, que frequentemente chamamos de luz, visível ou não. Esta é a maneira, por exemplo, do sol transferir energia para a terra através do espaço vazio. Tal transferência não pode ocorrer por convecção ou condução, ambos os quais implicam em um movimento de material através do espaço de um lugar para outro.
Frequentemente, a energia de calor pode ser utilizada para fazer luz, tal como aquela proveniente de uma fogueira. A luz, sendo uma onda, carrega energia, e pode mover-se de um lugar para outro sem a necessiade de um meio material. Ela pode estar na forma de luz visível quando ela nos alcança e a vemos, mas também pode estar na forma de infravermelho de um comprimento de onda maior, que é observada somente com detetores especiais de infra-vermelho.
Efeito estufa
Mas como se dá esse efeito estufa?
Como Silvio disse, o efeito estufa já é natural do planeta e nós aumentamos isso gerando uma onda de calor.
Vou tentar responder de uma maneira simples: Os raios provinientes do sol (UVA, UVB, etc.) vem em formas de ondas compridas de calor que passam pela atmosfera chegando à troposfera (chão, na linguagem mais simples). Esse calor agora vai se converter em ondas de menor comprimento chamadas de radiação infravermelha que, ao tentarem voltar para o topo da atmosfera acabam sendo parcialmente impedidas (pouca radiação escapa) pelos gases que as poluições do ar trazem, assim voltando novamente para a troposfera e ficando nesse ciclo, gerando assim ondas de calor.
Transferência de calor por condução
O fluxo de calor por condução ocorre via as colisões entre átomos e moléculas de uma substância e a subsequente transferência de energia cinética. Vamos considerar duas substâncias a diferentes temperaturas separadas por uma barreira que é removida subitamente, como mostra a figura abaixo.
Transferência de calor por condução
Quando a barreira é removida, os átomos "quentes" colidem com os átomos "frios". Em tais colisões os átomos rápidos perdem alguma velocidade e os mais lentos ganham velocidade. Logo, os mais rápidos transferem alguma de sua energia para os mais lentos. Esta transferência de energia do lado quente para o lado frio é chamada de fluxo de calor por condução.
Materiais diferentes transferem calor por condução com diferentes velocidades. Esta é uma medida da condutividade térmica.
Condutividade térmica
Se envolvermos um objeto a uma temperatura T2 com uma camada de um material, de modo a isolá-lo do ambiente externo a uma temperatura T1, então a condutividade térmica do material isolante determina a rapidez com que o calor fluirá através dele.
A condutividade térmica k é definida através da equação
DQ/Dt = - k A DT/Dx
DQ/Dt é a taxa com que o calor flui através da área A, em Joules por segundo, ou Watts. DT/Dx é a mudança de temperatura por unidade de distância Dx em graus Kelvin, ou Celsius, por metro. A condutividade térmica k é uma propriedade do material.
Suponha que coloquemos um material entre dois reservatórios a diferentes temperaturas, como mostra a figura abaixo.
Medida da condutividade térmica
Vamos agora medir o fluxo de calor, DQ/Dt , através do material por unidade de tempo. Conhecendo a área transversa, A, e o comprimento, L, e a condutividade térmica do material, k,
DQ/Dt = - k(A/L)DT
onde DT é a diferença de temperatura entre os reservatórios. O sinal menos significa que DQ = Q2 - Q1 é positivo quando DT = T2 - T1 for negativo. Isto é, o fluxo de calor é da parte mais quente para a parte mais fria.
Logo, para uma dada diferença de temperatura entre os reservatórios, os materiais com condutividade térmica maior irão transferir maiores quantidades de calor por unidade de tempo - tais materias, como cobre, são bons condutores térmicos. Ao contrário, materiais com pequenas condutividades térmicas irão transferir pequenas quantidades de calor por unidade de tempo - estes materais , como concreto, são condutores térmicos pobres. Esta é a razão porque se você põe um pedaço de cobre e um pedaço de concreto no fogo, o cobre irá aquecer muito mais rapidamente do que o concreto. Também é a razão porque o isolamento de fibra de vidro, e com penas de aves ou couro, possuem buracos com ar dentro do material - o ar parado é um condutor pobre de calor, e com isso ajuda a diminuir a perda de calor através do material.
Os isolamentos de casas em países frios também são condutores de calor pobres, que mantêm o calor no interior. Ao contrário da condutividade térmica, o isolamento é usualmente descrito em termos de resistência térmica, Rt, que é definida por
Rt = 1/k
Logo, materiais que possuem uma alta condutividade térmica são resistores térmicos pobres - ou seja, isolantes ruins. Por outro lado, materiais com pequena condutividade térmica possuem grande resistência térmica - são bons isolantes.
Condutividades térmicas:
(kcal/s)/ (oC m)
| Alumínio | 4,9.10-2 |
| Cobre | 9,2.10-2 |
| Aço | 1,1.10-2 |
| Ar | 5,7.10-6 |
| Gelo | 4.10-4 |
| Madeira | 2.10-5 |
| Vidro | 2. 10-4 |
| Amianto | 2.10-5 |
Este mecanismo não envolve transferência microscópica de calor, por átomos ou moléculas, como descrito acima. Convecção é o fluxo de calor devido a um movimento macroscópico, carregando partes da substância de uma região quente para uma região fria. Este mecanismo possui dois aspectos, um ligado ao princípio de Arquimedes e outro ligado à pressão.
Suponha que tenhamos uma região de ar que se aquece. À medida que o ar se aquece as moléculas de ar se espalham, fazendo com que esta região se torne menos densa que o ambiente em torno, o ar não aquecido. Sendo menos denso ele se elevará - este movimento de ar quente para uma região mais fria é chamada de transferência de calor por convecção.
Um bom exemplo de convecção é o aquecimento de uma panela de água. Quando a chama é ligada o calor é transferido primeiro por condução a partir do fundo da panela. Em um certo momento, a água começa a fazer bolhas - estas bolhas são de fato regiões locais de água quente subindo para a superfície, levando calor da parte quente para a parte mais fria no topo, por convecção. Ao mesmo tempo, a água mais fria, mais densa, do topo afundará, e será subsequentemente aquecida. Estas correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo.
Correntes de convecção em água fervendo.
Considere duas regiões separadas por uma barreira, uma a temperatura maior do que a outra, e suponha que a barreira seja removida em um certo instante. As correntes de convecção são ilustradas na figura abaixo.
Fluxo de material devido a uma diferença de pressão
Quando a barreira é removida, o material na região de alta pressão (alta densidade) fluirá para a região de baixa pressão (baixa densidade). Se considerarmos que a regiào de baixa pressão é criada por uma fonte aquecedora, vemos que o movimento do material é equivalente à transferência de calor por convecção.
Um outro exemplo de correntes de convecção que pode ser interpretado dessa maneira, envolve a criação de brisa para a costa próxima a grandes quantidades de água (ex., o mar). A água possui um grande calor específico, e subsequentemente mantém mais o calor. Logo, durante o dia o ar sobre a água será mais frio do que sobre a terra. Isto cria região de baixa pressão sobre a terra, relativa à alta pressão sobre a água. Como consequência, uma brisa sopra da água para a terra. Por outro lado, durante a noite o ar sobre a água é um pouco mais quente do que sobre a terra, criando uma baixa pressão sobre a água relativa à alta pressão sobre a terra, e uma brisa sopra da terra para a água. Veja a ilustração abaixo.
Formação de brisas próximas à grandes quantidades de água.
Radiação
A terceira forma de transferência de calor é por radiação, que frequentemente chamamos de luz, visível ou não. Esta é a maneira, por exemplo, do sol transferir energia para a terra através do espaço vazio. Tal transferência não pode ocorrer por convecção ou condução, ambos os quais implicam em um movimento de material através do espaço de um lugar para outro.
Frequentemente, a energia de calor pode ser utilizada para fazer luz, tal como aquela proveniente de uma fogueira. A luz, sendo uma onda, carrega energia, e pode mover-se de um lugar para outro sem a necessiade de um meio material. Ela pode estar na forma de luz visível quando ela nos alcança e a vemos, mas também pode estar na forma de infravermelho de um comprimento de onda maior, que é observada somente com detetores especiais de infra-vermelho.
Efeito estufa
Mas como se dá esse efeito estufa?
Como Silvio disse, o efeito estufa já é natural do planeta e nós aumentamos isso gerando uma onda de calor.
Vou tentar responder de uma maneira simples: Os raios provinientes do sol (UVA, UVB, etc.) vem em formas de ondas compridas de calor que passam pela atmosfera chegando à troposfera (chão, na linguagem mais simples). Esse calor agora vai se converter em ondas de menor comprimento chamadas de radiação infravermelha que, ao tentarem voltar para o topo da atmosfera acabam sendo parcialmente impedidas (pouca radiação escapa) pelos gases que as poluições do ar trazem, assim voltando novamente para a troposfera e ficando nesse ciclo, gerando assim ondas de calor.
Calorimetria - Física
Introdução
calor é a energia térmica em trânsito, entre dois corpos ou sistemas, decorrentes apenas da existência de uma diferença de temperatura entre eles.
Unidades
No S.I. o calor é medido em J (joule). Usualmente utiliza-se a cal (caloria), tal que:
1 cal = 4,186 J
Sinal do Calor O calor (quantidade de energia térmica) é positivo (Q > 0) quando um corpo recebe energia térmica, e negativa (Q < 0) quando perde. Calor perdido Q < 0
Calor recebido Q > 0
Formas de Calor A quantidade de energia térmica recebida ou perdida por um corpo pode provocar uma variação de temperatura ou uma mudança de fase (estado de agregação molecular).
O calor responsável pela variação de temperatura recebe o nome de calor sensível, já o calor responsável pela mudança de fase, recebe o nome de calor latente.
Colocando dois corpos, de temperaturas diferentes (quente e frio) em contato, percebe-se que a temperatura do corpo mais quente diminui, enquanto que a temperatura do corpo mais frio aumenta. Após certo tempo, as temperaturas dos dois corpos igualam-se. Nesse momento, o fluxo de calor é interrompido, e diz-se que os corpos se encontram em equilíbrio térmico.
É importante diferenciar calor de temperatura, pois são grandezas físicas diferentes: temperatura é a medida do nível de energia interna de um corpo; calor é a passagem de energia de um corpo para outro, devido à diferença de temperatura entre eles.
Fórmula Fundamental da Calorimetria
Consideremos um corpo de massa m à temperatura inicial t1.
Fornecendo-se uma quantidade de calor Q a esse corpo, suponha que sua temperatura aumente até tf.
experiência mostra que a quantidade de calor Q é proporcional à massa m e à variação de temperatura (tf – ti). Logo:
Q = mc(tf – ti) ou Q = mct
Temos:
c = calor específico da substância;
t= tf - ti = variação de temperatura.
Observações:
1. Se tf > ti o corpo recebe calor, isto é, Q > 0; se tf < ti o corpo cede calor, isto é, Q < 0.
2. O produto m.c é a capacidade térmica do corpo.

Aplicações
01. Um bloco de ferro com massa de 600g está a uma temperatura de 20ºC. O calor específico do ferro é igual a 0,114cal/g.ºC.
a) Qual a quantidade de calor que o bloco deve receber para que sua temperatura passe de 20ºC a 50ºC?
b) Qual a quantidade de calor que o bloco deve ceder para que sua temperatura varie de 20ºC a –5ºC.
Solução:
a) Dados: m = 600g; ti = 20ºC; c = 0,114cal/g.ºC; tf = 50ºC
Q = mc(tf – ti) Q = 600 . 0,114 . (50 - 20)
Q = 2 052cal
b) Q = mc(tf – ti) Q = 600 . 0,114 . (-5 - 20)
Q = -1 710cal
02. Sob uma chama constante, de potência 192,5W, um corpo sofre um aumento de temperatura de 40°C em 2min. Determine, em cal/°C, a capacidade térmica desse corpo. Considere 1cal = 4,2J.
Solução:
A quantidade de calor fornecida ao corpo pela chama é:
OBS: A unidade de capacidade térmica pode ser tanto em cal/°C (caloria/grau celsius), como em J/K (joule/kelvin).
Calor Latente
O comportamento das substâncias durante as mudanças de fases pode ser interpretado por meio dos seguintes fatos:
1º fato: Para passar da fase líquida para a fase sólida, 1g de água precisa perder 80cal. Do mesmo modo, para derreter, 1g de gelo precisa ganhar 80cal.
Note que 80cal representam a quantidade de calor que a água ganha ou perde quando se derrete ou se congela, quando está a 0°C.
2º fato: Se a água está a 100°C, cada grama precisa de 540cal para passar à fase gasosa, e cada grama de vapor precisa perder 540cal para passar à fase líquida.
Outras substâncias também possuem valores fixos de quantidade de calor que 1g da substância precisa ganhar ou perder para mudar de uma fase para outra. Essa quantidade de calor é denominada calor latente e é indicada pela letra L.
O calor latente provoca unicamente uma mudança de fase do corpo, sem alterar sua temperatura. Vejamos a função:
Temos que L é o calor latente em cal/g.
Usaremos:
Lf para calor latente de fusão;
Lv para calor latente de vaporização;
Ls para calor latente de solidificação;
Lc para calor latente de condensação.
Em nosso curso, adotaremos: Calor latente de fusão do gelo (a 0°C):
Lf = 80 cal/g.
Calor latente de solidificação da água (a 0°C):
Ls = – 80 cal/g.
Calor latente de vaporização da água (a 100°C):
Lv = 540 cal/g.
Calor latente de condensação do vapor (a 100°C):
Lc = – 540 cal/g.
Aplicações
0 1. Um bloco de gelo de massa 600g encontra-se a 0°C. Determine a quantidade de calor que se deve fornecer a essa massa para que ela se transforme totalmente em água a 0°C. Dado: Lf = 80cal/g.
Solução
A quantidade de calor que devemos fornecer ao bloco de gelo é para que ele se transforme totalmente em água a 0ºC; logo:
Q = mLf →600. 80 →Q = 48000 cal = 48kcal
02. Um bloco de alumínio de 500g está a uma temperatura de 80°C. Determine a massa de gelo a 0°C que é preciso colocar em contato com o alumínio para se obter um sistema alumínio-água a 0°C.
Dados: calor específico do alumínio=0,21cal/g.°C; calor latente de fusão do gelo = 80cal/g
Solução:
A massa do gelo que se funde provoca a diminuição até 0 ºC do bloco de alumínio, logo:
Qgelo + Qaluminio = 0→ m1Lf + m2c(tf – ti) = 0
m1 . 80 + 500 . 0,21 . (0 – 80) = 0→ m1 = 105g
Balanço energético
Vejamos vários corpos com diferentes temperaturas, onde não há trocas de calor com o meio externo, tornando-se assim um sistema isolado. Pelo fato das temperaturas serem diferentes, podemos afirmar que eles trocam calor entre si, até chegarem ao equilíbrio térmico.
Por apresentar um sistema isolado, sua energia térmica total permanece constante, fazendo com que, tanto a soma da quantidade de calor cedida pelos corpos mais quentes, como a quantidade de calor recebida, pelos corpos mais frios, sejam iguais.
Veja:
Porém se o calor recebido for Q>0, e o calor cedido for Q<0, a expressão será:
Exemplo:
Conforme a convenção abordada temos Qa e Qb negativos e Qc, Qd e Qe positivos, de fato que:
Qa + Qb + Qc + Qd + Qe = 0
O raciocínio feito acima estabelece o principio da igualdade das quantidades de calor trocadas, que pode ser expresso da seguinte maneira:
“Quando dois ou mais corpos, em temperaturas diferentes, são postos em contato, constituindo um sistema termicamente isolado, eles trocam calor até atingir o equilíbrio térmico”.
Equivalente em água O equivalente em água de um sistema é dado como a massa de água que tem a mesma capacidade térmica do sistema considerado.
Podemos considerar E o equivalente em água de um determinado sistema, e com isso temos:
Csistema = Cequiv. em água.
ou seja
Csistema = E . cágua
Processos de transmissão de calor
1) Condução
Ex.: aquecimento de uma colher de metal.
Processo de transmissão de calor no qual a energia é passada de partícula para partícula. Uma partícula com temperatura maior (mais agitada) transfere energia para a partícula vizinha que passa a vibrar mais intensamente; esta energia para outra partícula, que transfere para outra, e assim sucessivamente. A condução de calor exige um meio material, logo, não pode ser no vácuo.
2) Convecção
A convecção é o processo de transmissão de energia que se dá através de movimentação de massa fluidas. Não é possível ocorrer convecção no vácuo. Pode ocorrer com líquidos e gases.
Ex.: aquecimento de água.
3) Radiação (ou Irradiação)
Processo de transmissão de calor através ondas eletromagnéticas (ondas de calor). Trata-se da única forma de propagação de calor que pode ocorrer tanto no vácuo quanto em outros meios. Alguns materiais não permitem propagação de calor, os chamados atérmicos (parede de tijolo). Já os meios que permitem a radiação são chamados diatérmicos.
Ex.: energia solar, que se propaga no vácuo até atingir a atmosfera e chegar até nós.
Garrafa Térmica
A tampa impede a convecção. A parede dupla de vidro impede a condução (o vidro é mau condutor) e a convecção. O vácuo entre as paredes de vidro impede a condução. O vidro espelhado impede a radiação.
Obs.:
- Em certos dias, verifica-se o fenômeno de inversão térmica, que causa aumento de poluição, pelo de a atmosfera apresentar maior estabilidade. Esta ocorrência é devida ao seguinte fato: as camadas superiores de ar atmosférico têm temperatura superior à das camadas inferiores.
- Para entrar num forno quente, deve-se entrar com uma roupa de lã recoberta de alumínio.
- Os iglus, embora feitos de gelo, possibilitam aos esquimós neles residirem porque o gelo não é um bom condutor de calor.
- Nas fábricas onde existem grandes fornos, são colocadas chaminés bem altas. A principal função dessas chaminés é conseguir maior renovação do ar na fornalha, por convecção.
calor é a energia térmica em trânsito, entre dois corpos ou sistemas, decorrentes apenas da existência de uma diferença de temperatura entre eles.
Unidades
No S.I. o calor é medido em J (joule). Usualmente utiliza-se a cal (caloria), tal que:
1 cal = 4,186 J
Sinal do Calor O calor (quantidade de energia térmica) é positivo (Q > 0) quando um corpo recebe energia térmica, e negativa (Q < 0) quando perde. Calor perdido Q < 0
Calor recebido Q > 0
Formas de Calor A quantidade de energia térmica recebida ou perdida por um corpo pode provocar uma variação de temperatura ou uma mudança de fase (estado de agregação molecular).
O calor responsável pela variação de temperatura recebe o nome de calor sensível, já o calor responsável pela mudança de fase, recebe o nome de calor latente.
Colocando dois corpos, de temperaturas diferentes (quente e frio) em contato, percebe-se que a temperatura do corpo mais quente diminui, enquanto que a temperatura do corpo mais frio aumenta. Após certo tempo, as temperaturas dos dois corpos igualam-se. Nesse momento, o fluxo de calor é interrompido, e diz-se que os corpos se encontram em equilíbrio térmico.
É importante diferenciar calor de temperatura, pois são grandezas físicas diferentes: temperatura é a medida do nível de energia interna de um corpo; calor é a passagem de energia de um corpo para outro, devido à diferença de temperatura entre eles.
Fórmula Fundamental da Calorimetria
Consideremos um corpo de massa m à temperatura inicial t1.
Fornecendo-se uma quantidade de calor Q a esse corpo, suponha que sua temperatura aumente até tf.
experiência mostra que a quantidade de calor Q é proporcional à massa m e à variação de temperatura (tf – ti). Logo:
Q = mc(tf – ti) ou Q = mct
Temos:
c = calor específico da substância;
t= tf - ti = variação de temperatura.
Observações:
1. Se tf > ti o corpo recebe calor, isto é, Q > 0; se tf < ti o corpo cede calor, isto é, Q < 0.
2. O produto m.c é a capacidade térmica do corpo.
Aplicações
01. Um bloco de ferro com massa de 600g está a uma temperatura de 20ºC. O calor específico do ferro é igual a 0,114cal/g.ºC.
a) Qual a quantidade de calor que o bloco deve receber para que sua temperatura passe de 20ºC a 50ºC?
b) Qual a quantidade de calor que o bloco deve ceder para que sua temperatura varie de 20ºC a –5ºC.
Solução:
a) Dados: m = 600g; ti = 20ºC; c = 0,114cal/g.ºC; tf = 50ºC
Q = mc(tf – ti) Q = 600 . 0,114 . (50 - 20)
Q = 2 052cal
b) Q = mc(tf – ti) Q = 600 . 0,114 . (-5 - 20)
Q = -1 710cal
02. Sob uma chama constante, de potência 192,5W, um corpo sofre um aumento de temperatura de 40°C em 2min. Determine, em cal/°C, a capacidade térmica desse corpo. Considere 1cal = 4,2J.
Solução:
A quantidade de calor fornecida ao corpo pela chama é:
OBS: A unidade de capacidade térmica pode ser tanto em cal/°C (caloria/grau celsius), como em J/K (joule/kelvin).
Calor Latente
O comportamento das substâncias durante as mudanças de fases pode ser interpretado por meio dos seguintes fatos:
1º fato: Para passar da fase líquida para a fase sólida, 1g de água precisa perder 80cal. Do mesmo modo, para derreter, 1g de gelo precisa ganhar 80cal.
Note que 80cal representam a quantidade de calor que a água ganha ou perde quando se derrete ou se congela, quando está a 0°C.
2º fato: Se a água está a 100°C, cada grama precisa de 540cal para passar à fase gasosa, e cada grama de vapor precisa perder 540cal para passar à fase líquida.
Outras substâncias também possuem valores fixos de quantidade de calor que 1g da substância precisa ganhar ou perder para mudar de uma fase para outra. Essa quantidade de calor é denominada calor latente e é indicada pela letra L.
O calor latente provoca unicamente uma mudança de fase do corpo, sem alterar sua temperatura. Vejamos a função:
Temos que L é o calor latente em cal/g.
Usaremos:
Lf para calor latente de fusão;
Lv para calor latente de vaporização;
Ls para calor latente de solidificação;
Lc para calor latente de condensação.
Em nosso curso, adotaremos: Calor latente de fusão do gelo (a 0°C):
Lf = 80 cal/g.
Calor latente de solidificação da água (a 0°C):
Ls = – 80 cal/g.
Calor latente de vaporização da água (a 100°C):
Lv = 540 cal/g.
Calor latente de condensação do vapor (a 100°C):
Lc = – 540 cal/g.
Aplicações
0 1. Um bloco de gelo de massa 600g encontra-se a 0°C. Determine a quantidade de calor que se deve fornecer a essa massa para que ela se transforme totalmente em água a 0°C. Dado: Lf = 80cal/g.
Solução
A quantidade de calor que devemos fornecer ao bloco de gelo é para que ele se transforme totalmente em água a 0ºC; logo:
Q = mLf →600. 80 →Q = 48000 cal = 48kcal
02. Um bloco de alumínio de 500g está a uma temperatura de 80°C. Determine a massa de gelo a 0°C que é preciso colocar em contato com o alumínio para se obter um sistema alumínio-água a 0°C.
Dados: calor específico do alumínio=0,21cal/g.°C; calor latente de fusão do gelo = 80cal/g
Solução:
A massa do gelo que se funde provoca a diminuição até 0 ºC do bloco de alumínio, logo:
Qgelo + Qaluminio = 0→ m1Lf + m2c(tf – ti) = 0
m1 . 80 + 500 . 0,21 . (0 – 80) = 0→ m1 = 105g
Balanço energético
Vejamos vários corpos com diferentes temperaturas, onde não há trocas de calor com o meio externo, tornando-se assim um sistema isolado. Pelo fato das temperaturas serem diferentes, podemos afirmar que eles trocam calor entre si, até chegarem ao equilíbrio térmico.
Por apresentar um sistema isolado, sua energia térmica total permanece constante, fazendo com que, tanto a soma da quantidade de calor cedida pelos corpos mais quentes, como a quantidade de calor recebida, pelos corpos mais frios, sejam iguais.
Veja:
Porém se o calor recebido for Q>0, e o calor cedido for Q<0, a expressão será:
Exemplo:
Qa + Qb + Qc + Qd + Qe = 0
O raciocínio feito acima estabelece o principio da igualdade das quantidades de calor trocadas, que pode ser expresso da seguinte maneira:
“Quando dois ou mais corpos, em temperaturas diferentes, são postos em contato, constituindo um sistema termicamente isolado, eles trocam calor até atingir o equilíbrio térmico”.
Equivalente em água O equivalente em água de um sistema é dado como a massa de água que tem a mesma capacidade térmica do sistema considerado.
Podemos considerar E o equivalente em água de um determinado sistema, e com isso temos:
Csistema = Cequiv. em água.
ou seja
Csistema = E . cágua
Processos de transmissão de calor
1) Condução
Ex.: aquecimento de uma colher de metal.
Processo de transmissão de calor no qual a energia é passada de partícula para partícula. Uma partícula com temperatura maior (mais agitada) transfere energia para a partícula vizinha que passa a vibrar mais intensamente; esta energia para outra partícula, que transfere para outra, e assim sucessivamente. A condução de calor exige um meio material, logo, não pode ser no vácuo.
2) Convecção
A convecção é o processo de transmissão de energia que se dá através de movimentação de massa fluidas. Não é possível ocorrer convecção no vácuo. Pode ocorrer com líquidos e gases.
Ex.: aquecimento de água.
3) Radiação (ou Irradiação)
Processo de transmissão de calor através ondas eletromagnéticas (ondas de calor). Trata-se da única forma de propagação de calor que pode ocorrer tanto no vácuo quanto em outros meios. Alguns materiais não permitem propagação de calor, os chamados atérmicos (parede de tijolo). Já os meios que permitem a radiação são chamados diatérmicos.
Ex.: energia solar, que se propaga no vácuo até atingir a atmosfera e chegar até nós.
Garrafa Térmica
A tampa impede a convecção. A parede dupla de vidro impede a condução (o vidro é mau condutor) e a convecção. O vácuo entre as paredes de vidro impede a condução. O vidro espelhado impede a radiação.
Obs.:
- Em certos dias, verifica-se o fenômeno de inversão térmica, que causa aumento de poluição, pelo de a atmosfera apresentar maior estabilidade. Esta ocorrência é devida ao seguinte fato: as camadas superiores de ar atmosférico têm temperatura superior à das camadas inferiores.
- Para entrar num forno quente, deve-se entrar com uma roupa de lã recoberta de alumínio.
- Os iglus, embora feitos de gelo, possibilitam aos esquimós neles residirem porque o gelo não é um bom condutor de calor.
- Nas fábricas onde existem grandes fornos, são colocadas chaminés bem altas. A principal função dessas chaminés é conseguir maior renovação do ar na fornalha, por convecção.
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